Bastidores do Portão 7: O pedestal é logo alí!

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Por: Fabio Machado

Essa coluna faz parte de uma série contando os bastidores do portão 7 do SPFC.
Veja os posts anteriores: Parte I e Parte II

Atire a primeira pedra a criança que nunca viu o jogador de futebol como uma espécie de ser celestial. É difícil imaginar ver pessoalmente este jogador, conhece-lo, bater um papo, e quanto mais se tornar amigo dele. Mais difícil ainda é imaginar que são pessoas normais, como eu e você. Coisas da idealização.

Comecei a frequentar o futebol social do SPFC como expectador. Aquele é o paraíso para qualquer viciado em futebol, já que a bola rola literalmente o dia inteiro. A hora que for, tem jogo, cerveja e amigos. Que pedida!

Alguns ex-jogadores foram ou ainda são facilmente encontrados na área do futebol social ou em quadra. Cito, por exemplo, o hoje comentarista Caio Ribeiro, o pizzaiolo Juninho, e, raramente, Raí.

Tenho 34 anos e minha estreia no SPFC se deu em 1985, numa semi-final do Paulista, 3×0 contra o Guarani, e já emendei para ver meu time ser campeão contra a Portuguesa. Meu SPFC do coração, sem a menor dúvida, são os Menudos do Morumbi.

Me tornei amigo da turma de um dos time, e com surpresa soube que eles haviam “contratado” o ex-jogador Sidnei para a “Comissão Técnica”. Sidnei era um ídolo de criança, assim como foram Careca, Silas, Miller e Pitta.

Conhecer esta “entidade” foi uma experiência única. Conheço alguns jogadores atuais, incluindo o Mito, mas já adulto vejo um jogador como um jogador e pronto, ou semi-deuses ficaram na infância, e Sidnei era um deles.

Hoje ele já não tem “aquela” cabeleira, mas ao vê-lo junto ao campo, me apoiei, ao seu lado, junto ao alambrado. E lá fiquei, por algum tempo, criando coragem de me apresentar. Aproveitei o momento tendo a honra de analisar o jogo junto ao ídolo, e, minutos em seguida, tomei coragem e, com a voz embargada, me apresentei e lhe contei sobre quem foi Sidnei em minha vida.

Sempre que cruzo com ele o cumprimento efusivamente. Mas mal sabia eu que o ídolo iria estar um dia, na minha frente, em uma situação complemente inesperada. A história fica para a próxima coluna.

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