Ainda na adrenalina!

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Foto: Abril/Veja

Difícil falar de um único assunto. A vibe da semana é nossa (obrigatória) classificação para as oitavas de final da Libertadores.
Assunto liquidado na noite de uma quarta-feira mágica.
Rogério Ceni sempre ele. Quando a coisa aperta, é ele quem aparece e resolve pra nós. E na quarta-feira foi isso que aconteceu. Ainda estou meio na adrenalina do jogo. Difícil ser racional em certos momentos.
Não foi um jogo normal. Um time fez mais gols que o outro, mas não foi normal. Tinha que ter o maior jogador da história do São Paulo envolvido.
Agora muda tudo. É outro campeonato. O time está animado. Sem aquela coisa de “deixaram o São Paulo chegar”. Vamos manter a humildade, igual na Copa Sulamericana. Sem exaltações nós vamos chegar longe. O Atlético-MG é um puta de um adversário, mas com a torcida ao lado do time, é difícil vencer o São Paulo. Cobre-os, mas incentive-os também. Como eu falei no meu texto na outra semana, trate-os como craques. Mostre que está ao lado deles sempre. Foi assim na quarta-feira. E assim, chegaremos longe.
Como disse o Rogério: a torcida que vai levar esse time longe.
E não como fizeram alguns babacas de torcida organizada, indo xingar jogador no CT. Isso nunca funcionou e nunca vai funcionar. O apoio das arquibancadas pode ganhar jogo e o xingamento no CT pode perder. Seja consciente na cobrança.

Outra coisa que eu queria falar: se contabilizar quantos quilometros menino Osvaldo já correu esse ano, ele já deve ter completo umas 8 maratonas. Como corre o menino. Te cuida aí Bolt, Rio 2016, sou mais menino Osvaldo nos 100m livres.
Mas não é só de correria que vive seu Osvaldo. Como evoluiu tecnicamente. De correria agora ele pensa o jogo, dá passes precisos e arremates certos. Não a toa chegou a Seleção Brasileira. E chegou pra ficar.
O bom do crescimento do Osvaldo é a opção que ele dá ao time no com e no sem bola. No com bola ele aparece pra jogar com o centroavanta (Luis Fabiano ou Aloísio) e com os meis, Ganso e Jadson. No sem bola, ele volta pra marcar ajudando Douglas ou Paulo Miranda na lateral. E com isso, a cada jogo que passa, os contra-ataques com ele se tornam cada vez mais mortais.
Será peça fundamental no restante da Libertadores.
E no caso de Osvaldo, méritos para Ney Franco, que achou a posição ideal pra ele.

E pra finalizar a coluna de hoje, o assunto será rápido pois falaremos muito disso até o fim do ano:
Tá acabando. ELE vai parar.
Nenhum jogador é maior que o clube, nem mesmo Ele.
Mas tenho certeza, que o futebol para o são-paulino terá um significado diferente a partir de 2014.
E confesso para vocês, não sei como lidaremos com isso.

Saudações do Clube da Fé

Renan Lopes

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