Tempo

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Por: Sérgio Ricardo Jr.

Ronaldinho em ação contra o São Paulo

Pedir para que o torcedor tenha paciência com seu time é o mesmo que pedir para que Neymar não se jogue para ganhar faltas: não adianta. Saber que o elenco atual do São Paulo é o mais forte dos últimos 6 anos não conforta, ao menos por enquanto, parte da torcida. Chega a ser um tanto quanto assustador – não achei outra expressão – ver tantos comentários de decepção mesmo diante de um time claramente em formação e com pouquíssimos jogos na temporada.

Às vezes, quando vejo nos grandes portais de informação do país os comentários em matérias relacionadas ao São Paulo, penso que talvez eu esteja seguindo uma linha de raciocínio errada. Não teria problema nenhum em admitir que possa estar errado. Mas, ainda quero acreditar que estou certo, creio que ainda é muito cedo para julgar uma equipe, sua vontade ou falta de, quando na verdade nem a escalação se sabe. O grande problema dos estaduais é esse, jogos que não acrescentam nada aos clubes grandes, pelo contrário. A ‘obrigação’ de destruir os adversários apenas tumultua o ambiente quando algo não planejado acontece.

Enquanto dizem que falta raça, vontade, brilho no olho, gana de vencer, cobrança entre atletas etc, digo e penso que falta apenas tempo. Tempo para achar uma equipe, tempo para que Toloi recupere seu lugar no time – e não demora, Rhodolfo continua na vibe de 2012 -, tempo para que Cañete se encontre na direita, tempo para que Aloísio marque o primeiro gol, tempo para que Wallyson seja testado, tempo para que Luis Fabiano entre no seu ritmo natural no ano, tempo para que Ganso jogue a bola que sabe, mesmo no banco. O único que não precisa de tempo é Jadson. Logo quem, Jadson. Já falei muito do meia por aqui, quem me lê sempre, sabe. Dizer que sempre acreditou no cara depois de um inicio épico é muito fácil. Me lembro bem do que acontecia na temporada 2012. Enfim, tempo.
Aloísio e Luis Fabiano contra o Bolívar

Não posso chegar aqui e dizer que está tudo lindo e que vai ficar tudo bem no final. Isso é papel de familiar, não de colunista. O time tropeça, naturalmente. Como disse, não sei se estou certo. Espero que não, mas talvez falte mesmo algo mais ao elenco. O primeiro jogo real da Libertadores está aí. Ronaldinho e um Atlético-MG muito mais forte que o do ano passado logo na estreia. Além de tudo, fora de casa. Um cenário que amedronta, principalmente no atual momento. Como conheço e acredito no time que escolhi, não vou ser louco de dizer que é muito difícil trazer um ponto de lá. O Atlético fez dois jogos no ano, menos que o São Paulo. Treinou bem mais, tem um time entrosado e não perdeu ninguém como Lucas. É, sem dúvida, o jogo mais complicado da primeira fase. Quiseram os deuses do futebol – olha o clichê aí gente – que o confronto mais importante do grupo caísse logo na primeira rodada. E se caiu, resta vencer.

As tabelas não esperam tempo, a torcida também não. Os pontos para uma classificação precisam chegar mesmo diante das dificuldades. Como não adianta, e ainda por cima seria fanfarronice de minha parte pedir tempo, espero que cada um tenha um julgamento mais positivo de onde esse grupo pode e deve chegar na temporada. Antes de pensar em pegar uma pedra no chão para atingir alguém, deve-se pensar se realmente aquela pessoa merece uma pedrada. Pedir desculpas depois é muito fácil, ideal mesmo é não ter motivos para se desculpar.

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Sérgio Ricardo Jr.
Jornalista graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e observador de esportes. Apenas acompanhar futebol nunca me foi suficiente, então decidi escrever e estudar sobre o jogo. Admiro a Premier League e o Chelsea, mas eu gosto mesmo é de respirar São Paulo Futebol Clube.

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