Esquecemos para que realmente serve o estadual?

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Saudações Soberanas! O Campeonato Paulista chegou à 10ª
rodada (com o São Paulo jogando apenas nove jogos) e, há 10 rodadas ninguém
aguenta mais o estadual. Um torneio maçante, com baixo nível técnico e que, na
realidade, só vale mesmo para afundar o time que leva a sério quando vai mal.
Por isso, a pergunta do título: esquecemos para que realmente serve essa
competição?

Se falarmos sobre nível técnico, o paulistinha só vale
quando existe um clássico e, obviamente, o adversário jogue esse clássico motivado,
com o time completo. Do contrário, são 19 rodadas praticamente inúteis, onde
todos sabem que os grandes se classificarão entre os oito que disputarão a (ainda
chata) quartas de final.

Foto: Paulo Pinto/Site Oficial – Arquibancadas vazias, marca ainda mais evidente nos estaduais

Já que somos obrigados a jogar uma competição tão fraca e
mal organizada (cujos clubes não fazem nada para tentar mudá-la, são
coniventes), vamos parar, pensar e dar um sentido real para essa tortura de
quase quatro meses.

O paulistinha serve para arrumar o time e fazer testes,
oras! Serve para treinar, fazer experimentos… óbvio que todos querem ganhar, não
estou dizendo para aceitar a derrota, mas apenas para entendê-la quando testes
estiverem sendo feitos. Graças ao extenso estadual, os times não têm condição
nem de fazer uma pré-temporada decente, quanto mais de acertar o time para
disputa de competições que realmente importam.
A grande questão é realmente fazer esses testes. É óbvio que
o time considerado titular precisa jogar e pegar ritmo de jogo, mas ir fazendo
ajustes dentro do que é considerado “ideal” é necessidade dentro desse nosso
calendário. Se a intenção era usar o Tolói pela esquerda ao lado do Lúcio, ele
já deveria estar jogando há muito tempo. Ganso já deveria ter tido mais oportunidades
(não vamos entrar no mérito se ele está aproveitando ou não, isso é outra
discussão).

Imagem: Reprodução

A melhor definição que vi sobre o “estadual mais disputado
do mundo” (chega a ser ridículo o termo, por motivos evidentes) foi do José
Roberto Malia, da ESPN: “O paulistinha é uma pré-temporada com ingresso pago”. Perfeito.
E em pré-temporada o time treina e se organiza, sem ter resultados cobrados
(não com o mesmo nível de cobrança habitual).

Para finalizar, um rápido exemplo: a espetacular atitude que
teve o Atlético/PR ao ignorar o estadual e ir participar da Marbella Cup, um
torneio de inter-temporada com equipes do leste europeu em Marbella, na
Espanha. Foi campeão, expandiu sua marca, se preparou para competições
realmente importantes e ainda voltou com uma bela contratação para o clube
paranaense, o espanhol Fran Merída, ex-Barcelona e Arsenal, outro fator que
repercutiu bastante na imprensa mundial. Os prós e contras, em minha opinião,
são evidentes, resta ter coragem e visão para fazê-los.

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