Polêmica dos pênaltis: LF9 está errado e decisão foi infantil

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Saudações Soberanas! O ano de 2012 está parecendo estar tão azarado que até quando estamos (ou estávamos, vamos ver amanhã, já que são dois jogos sem vencer) em um grande momento aparece uma polêmica para nos atrapalhar. A polêmica dos pênaltis. Essa situação divide opiniões, mas eu tenho um ponto de vista bem claro e para mim é algo muito simples de se resolver (inclusive que já teria que ter sido solucionado antes).

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Luis Fabiano nunca foi um grande batedor de pênaltis. Qualquer um que queira argumentar contra isso vai contra os fatos, basta ver suas cobranças. Todas elas. Geralmente são cobranças rasteiras ou a meia altura que não necessariamente são rentes a trave, quase sempre cruzado. Os goleiros amam essas cobranças. Se o arqueiro cair para o outro lado, ótimo, senão ele vai pegar ou passar bem próximo a isso. Para realizar esse tipo de cobrança é necessária muita técnica específica em cobranças de pênaltis, ou seja, ir devagar para a bola, olhando para o goleiro e deslocá-lo. Mas não estou aqui para falar disso.

Desde os times mais modestos e de categorias bem jovens, há definição dos cobradores de todas as bolas paradas antes das partidas. No vestiário, no dia a dia, nos treinos, não importa. Essa definição vem do técnico. No São Paulo, isso não aconteceu. Ney Franco admitiu que “deixava para os jogadores em campo decidirem na hora”. Posso estar sendo chato ou o que for, mas isso é coisa de várzea ou de escolhinha ou de pelada de casados contra solteiros. Como vai deixar uma definição tão importante para os jogadores, que, para piorar, estão no calor da partida? Erro. Enorme erro.

Foto: Luiz Pires/VIPCOMM

Rogério Ceni sempre foi o batedor oficial. Erra, como todos os jogadores da história que foram cobradores oficiais erraram. A diferença, além da forma da batida, geralmente forte e alta, é a qualidade, o aproveitamento e o motivo o qual o leva para a bola. Rogério Ceni vai para fazer o gol, claro, e ajudar o São Paulo. Elevar o clube. Luis Fabiano com certeza vai com esse objetivo. Esse objetivo também. O outro é ir pensando em artilharia, em marcas pessoais. E isso é inadmissível.

Tem quem queira defender o nosso matador nessa história. Impossível. Todos os argumentos usados são falhos. Tentam negar que ele pense em artilharia ao bater o pênalti. Vamos recordar, então. Dia 29 de março de 2011, apresentação do nosso camisa 9 com o Morumbi lotado. Na entrevista coletiva, o repórter pergunta sobre pênaltis. Pergunta se ele iria bater para tentar chegar em Serginho Chulapa e buscar a artilharia. Ele afirma que sim, que iria conversar com o Rogério para que o deixasse bater.

Foto: Gil Leonardi/Lancepress

Querem usar também como argumento um suposto mau aproveitamento do M1TO em pênaltis, dizendo que ele perde um quarto dos pênaltis que bate. Primeiramente, ele perdeu 23% das cobranças até hoje. Sim, 2% faz diferença. E, desde que voltou, Luis Fabiano bateu, se não me engano, oito pênaltis. Perdeu cinco. Aproveitamento inferior a 50%. É um absurdo ter como cobrador oficial alguém que, em cobranças de pênaltis, tem um aproveitamento recente (e histórico) tão baixo.

Para finalizar, se o argumento for “o Rogério também pode perder”, vamos sortear no palitinho o próximo batedor, ora. Um dia vai o Rhodolfo, no outro o Paulo Miranda… afinal, todos podem perder, certo? Comparo essa situação a um doente. Temos que levá-lo ao hospital para se tratar. Se ele morrer, infelizmente acontece, mas fizemos o certo. O que não podemos fazer é deixá-lo em casa, sem tratamento. Em outras palavras, o batedor oficial é o Rogério. Ele pode perder, claro, mas o certo foi feito.

P.S.: Não estou criticando o Luis Fabiano de forma geral. Em campo, o cara é um monstro e o tenho como ídolo e referência dentro desse e de qualquer São Paulo pelo qual ele tenha passado, mas nesse episódio ele está errado e, quando isso acontece, merece ser criticado. É uma crítica construtiva em prol do clube, que é o que realmente importa. O São Paulo importa, não a artilharia ou qualquer marca pessoal de qualquer jogador. É equipe, não “EUquipe”.

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