Os três jogadores que valem por (mais de) 11

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Saudações Soberanas! Se você tivesse que definir o São Paulo de 2012 em uma palavra, qual seria? Difícil? Nem tanto. Provavelmente a palavra que melhor reflete esse time é “irregular”. Um time que vence 11 jogos seguidos, igualando o recorde histórico do clube de 1943 e 1982, e tem uma “pane geral” na semifinal da Copa do Brasil. Um time capaz de engatar uma ótima sequência de jogos no Campeonato Brasileiro, mas ficar três, quatro rodadas sem vencer… esse é o São Paulo versão 2012.

Mas será que existe explicação para tal acontecimento? Na minha opinião, sim. O São Paulo hoje, como qualquer time no mundo, entra em campo com 11 jogadores, mas possui três “pilares” dentro desse time. Rogério Ceni, Lucas e Luis Fabiano são, talvez, indispensáveis em um São Paulo que deseja garantir uma vaga na Libertadores de 2013, seja via Campeonato Brasileiro ou Sul-Americana. E quando um deles não joga, parece que o time acaba.

Rogério Ceni é um líder. Como costumo dizer, o “Sr. São Paulo”. O cara que, dentro de campo, consegue organizar a defesa, limitada em vários aspectos e por diversas razões, passa tranquilidade aos jogadores, motiva, vibra e contagia os outros 10 em campo. Como alguém explica uma baixa significativa no número de gols sofridos após sua volta, considerando que as mesmas peças continuam em campo (mesmo se analisarmos só o período após a contratação de Rafael Tolói e Ney Franco)? Gigante. Genial. Monstruoso. Independentemente da idade, mostra agilidade de menino. Lembrando: Todos têm goleiro, só nós temos Rogério.

Foto: Tom Dib

Lucas é o talento. A habilidade, a imprevisibilidade e o cara que pode decidir o jogo em um lance. Que quando o time está ligado ou não, ele está “pilhado” (no melhor sentido da palavra). Lucas dá um outro status ao time do São Paulo. Com certeza, se estamos brigando ainda por Libertadores, muito se deve ao Lucas, sua vontade, seu caráter e seu futebol. Será uma perda difícil (para não dizer impossível) de ser reposta. Sairá no seu auge.

Foto: Vipcomm

E o Luis Fabiano é o matador da mais alta qualidade. Hoje, talvez, só o Fluminense, com Fred, tenha alguém parecido no País. Artilheiro, referência, inteligente e terceira parte dos “pilares” que o São Paulo possui. A ausência dele é ainda mais sentida pois sequer temos um centroavante substituto com o mínimo de qualidade para jogar no São Paulo. Ou seja, sem ele, além da perda de um diferencial do time, o reserva está muito abaixo.

Foto: Julia Chequer/Folhapress

Há solução para isso? Sim. Primeiro, o que já venho dizendo há muito tempo: o time precisa ter um coletivo melhor. Individualmente, temos bons nomes, mas juntos são muito abaixo da média. Isso começa a se resolver através de padrão tático, item que passou longe do Morumbi esse ano.

De resto, o M1TO precisa renovar o contrato, pois a cada jogo ele mostra que a idade ainda não está interferindo em nada e continua um atleta completo e excepcional, o Luis Fabiano deve ter um plano de jogos definido, para nos desfalcar menos (e, claro, um reserva minimamente à altura, com urgência) e para o Lucas é o mais difícil, pois vamos precisar de um substituto, que é quase impossível contratar. A saída vai ser torcer para o Ganso jogar o que sabe e o time mudar seu estilo de jogo. Como? Com um grande meia armando e pensando o jogo, fazendo assim, a bola chegar com qualidade ao Luis Fabiano. Com planejamento, acredito em um 2013 vencedor, mas cada um precisa fazer sua parte.

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