SANGUE NOS OLHOS! Pois é assim que se encara uma guerra

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Saudações Soberanas! Domingo, como todos sabem, não é dia de clássico, é dia de guerra! São Paulo X Corinthians formam a maior rivalidade paulista recente (que já não é tão recente assim) e esse jogo tem uma diferença que parece que alguns jogadores do São Paulo ainda não entenderam. Existem muitos jogos “não comuns” em que você precisa de organização e tática para se sobressair. Não esse. Claro que precisa disso também, mas nesse jogo o aspecto principal é outro.

E do que estou falando? Estou falando de RAÇA! Corinthians X São Paulo há tempos é decidido na vontade, com o time que entrar “babando” para vencer, que estiver com sangue nos olhos, disputando cada bola como se fosse a última da carreira. Não adianta (só) técnica ou qualidade individual. Se o time não entrar com um espírito guerreiro, de luta, vai perder de novo. Domingo é dia de ter uma raça que ainda não tivemos em 2012, pois um jogo desse é muito diferente.

Foto: Paulo Pinto/Site Oficial

Já vi perdemos jogos para eles simplesmente por não termos raça (ou termos menos que eles). Já vi um jogo terminar 0 X 0, no Morumbi, com o Corinthians com dois jogadores a menos ainda na metade do primeiro tempo. Motivo: A dedicação dos visitantes. São Paulo X Corinthians, como qualquer jogo, pode ser decidido em um detalhe, uma jogada ensaiada, um lampejo de um craque… mas duas coisas são certas. Uma é que isso não tem sido o comum e a segunda é que isso só vai acontecer se a vontade estiver, pelo menos, equiparada.

Lembram da nossa última vitória contra eles? Domingo, dia 27 de Março de 2011, na Arena Barueri. Garanto que todos conhecem/lembram dessa data. Dia do 100º gol do M1TO. Passaram-se quatro dias falando sobre essa possibilidade (o M1TO fez o 99º na quarta-feira anterior) e sobre o quão diferente seria esse jogo. Se vocês pegarem o VT da partida, irão reparar que naquele dia nós fomos São Paulo. Que até o Dagoberto deu a vida em campo. Que o jogo teve três expulsões. E sim, que foi uma guerra. E que foi vencida por nós.

Foto: Fernando Borges/Terra

Essa “rivalidade recente” a qual me referi no começo do texto, o Corinthians adotou primeiro. Então há muito mais tempo eles entram em campo para nos “destruir” (no bom sentido, no futebol). Na maioria das vezes, não fazemos o mesmo e até nos intimidamos com qual atitude. Nesse jogo a vitória se desenha a partir daí. E isso é mais um motivo de eu ter ficado muito contente com a volta do Wellington. O garoto, além de muita qualidade, tem esse “sangue nos olhos” necessário para esse jogo. Essa vibração diferente. Essa RAÇA! Torço muito para que ele possa ir a campo.

E não venham com essa de “ah, fica falando bem deles e mal da gente. Corintiano! Vai torcer para eles, então”. O recado é: esse não é um jogo comum e os jogadores precisam entender isso. É o tipo de jogo em que a raça, a vontade e o espírito de luta falam mais alto que organização, técnica e tática. Já perdemos com times muito melhores jogando contra um “bando”, um time todo desorganizado. Hora de começar a mudar isso. Ou melhor, trazer as coisas de volta ao normal.

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