Reforço antigo, Cañete ressurge como elemento surpresa

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Por:  Sérgio Ricardo Jr. / @sergioricardorn

Reforço contratado em meio a temporada passada, Marcelo Cañete não é um cara de sorte. Além da aparência física, Marcelo tem algo mais incomum com o meia Jorge Valdívia, do Palmeiras: as sequentes lesões. Esse talvez seja o principal motivo para que a sua carreira não tenha deslanchado ainda, como era planejado desde as categorias de base do Boca Juniors. Apelidado de Roman Jr, em alusão ao meia e ídolo do Boca Juan Roman Riquelme, Cañete é um autêntico meia esquerda argentino, apesar de destro.

Chegou no momento errado ao São Paulo, que vivia de lampejos de Rivaldo, naquele time bagunçado da temporada passada. Além de estar acima do peso, sem ritmo, vindo de férias depois de uma excelente temporada pela Universidad Católica. Tentou buscar vaga no time nos treinos, e por pouco não conseguiu. Rendeu bastante, apesar dos pesares já antes citados. Disputou duas partidas e se lesionou gravemente, mais uma vez na carreira. Virou motivo de chacota dentre os torcedores e um prato cheio aos críticos oportunos da atual gestão do São Paulo, devido ao alto investimento feito por uma promessa desconhecida.

Agora, 9 meses depois, Marcelo Cañete está de volta aos campos. E surge como um possível elemento surpresa do São Paulo para o Campeonato Brasileiro e Sulamericana. Precisará de um certo tempo, é bem verdade, já que ninguém fica parado por quase 1 ano e volta voando, apesar de muitos esperarem por isso. Não é assim que funciona. Cañete tem qualidade, deu para notar nos dois jogos que fez no ano passado. Passe qualificado, peca na velocidade, ou seja, um tradicional meia. É desconhecido de todos, a maioria não sabe como ele joga, e nem como marcar. Ora, se nem os são paulinos sabem direito quem é Cañete, imagina os adversários. Isso pode ser um ponto positivo, já que Marcelo seria uma espécie de elemento surpresa, cara nova, uma nova opção de jogo.

Jadson, que cresceu, como comentei na semana passada, teria uma ajuda significativa no meio e na criação das jogadas com ele no time. Ney Franco, por outro lado, ganharia um problema bom, que seria onde encaixar o jogador, ou, no mínimo, ganharia uma boa opção de banco, que é algo raro nesta temporada. Cañete só tem a acrescentar ao time, assim como Wellington, que também está prestes a voltar. Aos poucos o elenco vai se recompondo, novas caras surgindo e a possibilidade de manter a regularidade dos resultados durante as competições deixa de ser utópico, como é no momento.

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