Meus inimigos estão no poder. Será???

0
26

Por Aurélio (@Amon78)

Esse texto é uma mera ficção, não haverá coincidência com a realidade, porque impossível. Mas de qualquer forma, se alguém identificar algo do texto como fato da realidade, procure ajuda o mais rápido possível (rs,rs,rs)

Esses dias, encontrei-me com alguns amigos com os quais não falava havia tempo, o que nos levou a falar sobre muitos assuntos, entre eles o futebol, mais precisamente, sobre o tão amado Tricolor Paulista.
Meus amigos, Renato, Raúl e Agenor, de muito talento cada um, sempre me ensinaram muito sobre cultura, lazer e lições de vida.

Constantemente com violões em mãos, fogueira e tudo o que um luau tem de melhor, resgatamos algo que nos incomodava: a situação do nosso clube de coração, e assim deu-se início a um debate esportivo que não se vê em mesa redonda alguma.

Falávamos sobre os boicotes suportados pelo Soberano quando Agenor começou a retratar a realidade dos fatos, cantarolando:
“Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder,…”

Quando então concordei “in totum” com Agenor, pois há uma overdose de sujeira e podridão no meio do futebol e que, enquanto a CBF, Ricardo Teixeira e Andres permanecerem com uma mesma identidade, não teremos sucesso algum para a evolução do esporte.

Na seqüencia Agenor completou:
“Ideologia, quero uma para viver”

Então falei ao grande amigo:
“É isso mesmo Agenor, temos que ter ideologia, valores próprios, lutar contra tudo e contra todos, sem medo de represálias, somos maiores que isso tudo. Também quero essa ideologia para viver. Aliás, preciso dela para viver.”

Ato contínuo, Renato entrou na conversa, dizendo que éramos intocáveis, e disparou:
“Tire suas mãos de mim, eu não pertenço a você,
Não é me dominando assim, que você vai me entender,
Posso estar sozinho, mas eu sei muito bem aonde vou,
Você pode até duvidar…”

Em cima do que Renato asseverara com muita precisão, argumentei:
“É isso aí não pertencemos a eles, nem a ninguém. Nossos ideais nos levarão onde jamais alguém imaginou, suportaremos toda e qualquer desavença, o importante é nos mantermos escorreitos para toda a vida. Somos uma das maiores nações do Mundo, não podemos temer nada e nem ninguém, afinal somos guerreiros imortais.

E não me importa se estou sozinho ou acompanhado, pois por vezes estar com alguém não é nada bom.  Quem não ouviu o velho ditado: “Me diga com quem tu andas que lhe direi quem és”

Não me misturo com gentalhas, não me vendo por dinheiro, meu amor pelo clube está acima disso tudo, se não ganhar algum título, ao menos “eu sei muito bem aonde vou”.

Renato ainda complementou seu raciocínio:
“Será só imaginação?
 Será que nada vai acontecer?
Será, que é tudo isso em vão?
Será, que vamos conseguir vencer?

A essas indagações respondi: Não importa se é ou não imaginação, se algo vai ou não mudar, se nossa luta será ou não em vão; O importante é ter ideologia o suficiente para encarar a realidade. Não precisamos de luta armada, precisamos de atitudes rotineiras, pois o pior ferimento ao inimigo é nossa superação, o furo da bala pode ser curado, tal como o corte da faca, mas nosso fortalecimento, esse jamais poderão nos tirar, nossos inimigos não estão, assim, tão no poder. Isso ocorrerá se, e somente se, nos curvarmos à bandalheira alheia.

Raúl que já não se agüentava mais de ansiedade completou:
“Meus caros amigos, o que importa é o que sentimos realmente lá dentro, no fundo do coração. A angústia de um jogo mal jogado, a alegria de uma excelente partida, a emoção de uma bola na trave, o grito entalado na garganta, o gol, a explosão, a taça, enfim nosso sucesso. Pois somente assim, e sempre assim, pelo Soberano irei:
“Ficar maluco beleza, eu vou ficar….
Ficar com certeza maluco beleza”..

Então, após essa conversa gostosa percebi que, não importa o que vemos, o que sentimos ou enfrentamos, pois se conhecermos a fundo toda a situação, não importa omitirem fatos, saberemos a verdade.

Foi assim com esse texto, onde vocês puderam identificar meus amigos Renato, Raúl e Agenor, como Renato Russo, Raúl Seixas e Cazuza, todos gênios da música, da arte, da poesia, que graças a Deus nunca se envolveram com o futebol, a não ser na mente insana desse subscritor.

COMPARTILHAR
Artigo anteriorLiderança à vista!
Próximo artigoRecuperação

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA